Como o sangue, corremos dentros dos corpos no momentos em que abismos os puxam e devoram. Atravessamos cada ramo das arvores interiores que crescem do peito e se estendem pelos braços, pelas pernas, pelos olhares. As raízes agarram-se ao coração e nós cobrimos cada dedo fino dessas raizes que se fecham e apertam e esmagam essa pedra de forgo. Como sangue, somos lagrimas. Como sangue, existimos dentros dos gestos. As palavras sao, tantas vezes, feitas daquilo que significamos. E somos o vento, os caminhos do vento sobre os rostos. O vento dentro da escuridão como o unico objecto que pode ser tocado. Debaixo da pela, envolvemos as memórias, as ideias, a esperança e o desencanto.
yha ta tudo indo dentro dos possiveis...cumprimentos serao entregues...eheh...pois é este sonsinho anda sempre ca dentro...inseparaveis....lol...mas machinehead é k rula...CHEERS...akele abraço
o tempo, subitamente solto pelas ruas e pelos dias,
como a onda de uma tempestade a arrastar o mundo,
mostra-me o quanto te amei antes de te conhecer.
eram os teus olhos, labirintos de água, terra, fogo, ar,
que eu amava quando imaginava que amava. era a tua
a tua voz que dizia as palavras da vida. era o teu rosto.
era a tua pele. antes de te conhecer, existias nas árvores
e nos montes e nas nuvens que olhava ao fim da tarde.
muito longe de mim, dentro de mim, eras tu a claridade.
Luís Peixoto
Ainda guardo em mim… Teu perfume suave… Aquele aroma doce que surgiu contigo… Que vai e vem… Mas no fundo fica comigo… Ainda sinto em mim… O sabor de teus beijos… Teu jeito carinhoso… Aquela suavidade de teus labios… Que vai e vem… Mas no fundo fica comigo… Ainda guardo e sinto em mim… Teu toque profundo… Aquelas mãos quentes a percorrer-me … Que vai e vem… Mas no fundo fica comigo… E assim recordo momentos vividos… Num vai e vem… Continuas sempre comigo!